No caso de adolescentes, o acompanhamento com nutricionista, exames e bioimpedância deve acontecer ainda mais de perto. São organismos em desenvolvimento. Leia e entenda.
A obesidade na adolescência vem crescendo há anos
Cada vez mais pais chegam ao consultório querendo saber se os filhos podem tomar medicamentos antiobesidade. E faz todo sentido — o avanço da obesidade entre adolescentes vem crescendo há muitos anos, motivado por vários fatores:
A boa notícia é que existem medicamentos que podem ser utilizados também entre adolescentes — e são bastante seguros.
Quais medicamentos estão aprovados para adolescentes
Meu filho pode usar Mounjaro?
Essa é a pergunta que mais recebo dos pais hoje. A resposta depende do caso. Em abril de 2026, a Anvisa aprovou o Mounjaro (tirzepatida) para crianças e adolescentes a partir de 10 anos — mas exclusivamente para o tratamento de diabetes tipo 2, não para emagrecimento isolado.
Então se o adolescente tem obesidade sem diabetes tipo 2, o Mounjaro ainda não está aprovado para esse fim. Nesse caso, a liraglutida e a semaglutida são as opções aprovadas.
O acompanhamento é ainda mais importante do que no adulto
No adolescente, o controle da alimentação feito em paralelo com nutricionista e o acompanhamento com exames é ainda mais necessário do que no adulto — se isso é possível. Por quê? Porque é uma fase de desenvolvimento, em que a qualidade da comida nem sempre é das melhores.
O acompanhamento com nutricionista, que já era importantíssimo, se torna praticamente mandatório — de preferência mensal. E a bioimpedância é indispensável para monitorar a composição corporal durante o processo.
E a atividade física?
No adulto existe uma ênfase muito grande na musculação para preservação da massa magra durante o uso das canetas emagrecedoras. No adolescente, devido ao desenvolvimento cognitivo ainda em formação, a gente precisa flexibilizar mais — para que a atividade física seja algo que empolgue e seja prazerosa. Se não for, é muito difícil a adesão.
A boa notícia é que muitos adolescentes hoje estão buscando o consultório, com pais preocupados ao lado, querendo saber se podem fazer musculação. E a resposta é: geralmente podem sim — desde que acompanhados por um profissional de educação física.
E tem uma mudança positiva que a gente tem observado nos últimos anos: os adolescentes querem imitar e espelhar os pais. Quando veem os pais preocupados com saúde, com emagrecimento, com musculação — eles querem esse mesmo comportamento. Isso é muito positivo.
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